7 de jun. de 2013

Carta aberta à cidade de São Sebastião, DF.

Vista aérea de São Sebastião, cidade satélite de Brasiília, DF.

Agradeço a todos os companheiros que se juntaram a mim no passado para tornar a então Agrovila Sebastião independente do Paranoá. Foi uma luta árdua, de vários anos, mas que, ao final, foi vitoriosa com a conquista da Administração (RA-XIV).  O tempo provou que eu estava certo quando, em 1986, criei a Comissão Pró Independência para por fim ao descaso governamental da época. Eu sabia que depois de criada a Região Administrativa de São Sebastião todas as benfeitorias como esgoto, água potável, luz, telefone, bancos e asfalto viriam naturalmente. Se hoje não temos tudo que gostaríamos, pelo menos temos tudo que nos foi possível ter até agora.

Entre a cidade que temos e a cidade que queremos (a cidade ideal), ainda existe um longo caminho a ser percorrido. Mas quem sabe, em um futuro próximo, isso não venha acontecer? Diria, pois, que o futuro de São Sebastião está nas mãos dos próprios moradores. São eles que vão determinar qual o caminho seguir e quem irá representá-los junto aos poderes executivo e legislativo. Se a escolha for errada, os problemas que nos afligem, atualmente, tende a piorar!

Não podemos mais permitir que o nome da nossa cidade seja jogado na lama outra vez, como foi no passado recente, por causa dos escândalos de corrupção (caixa de pandora) e hantavirose que a todo o momento eram estampados nos jornais.

Apesar das dificuldades, temos que ver que nem tudo está perdido. Existem várias outras coisas que precisam ser valorizadas e divulgadas como, por exemplo, os nossos atletas e artistas. Eles projetam o nome da cidade de maneira positiva até internacionalmente. Assim deverá ser também o perfil dos políticos que pretendemos eleger.

Enquanto vida eu tiver, estarei sempre do seu lado para lutar por mais melhorias e por mais qualidade de vida da população. Tenho me empenhado para conseguir a implantação dos bairros Crixá e Nacional, as escrituras dos nossos imóveis, creches e a construção do hospital de São Sebastião. São desafios como esses que me motivam e que me fazem acreditar em dias melhores para todos os seus habitantes.

Em fim, São Sebastião, você foi o local que escolhi para viver juntamente com a minha família. Tenho um grande orgulho de ti e de fazer parte da sua história!  Deixaste de ser o Arraial de São Bartolomeu para ser, simplesmente, São Sebastião, cidade maravilhosa em pelo planalto central, lugar sonhado por Dom Bosco como sendo a terra que jorra leite e mel!

Parabéns São Sebastião pelos seus 20 anos de existência! Foi ótimo estar com você durante todos esses anos. Obrigado, também, por tudo que você me deu e por tudo que ainda há de me dar!




Lira é líder comunitário e ex-presidente da Comissão Pró Independência de São Sebastião, DF.

31 de mai. de 2013

Novo escândalo de dólares na cueca vai chacoalhar Brasília

Reportagem de VEJA desta semana mostra porque a apreensão de meio milhão de dólares pela PF em aeroporto é apenas o início de terremoto político

É MEU - Aos policiais que apreenderam os 465 000 reais, o operador Dudu limitou-se a dizer que carregar dinheiro em espécie não é crime (Marcia Kalume)


É MEU - Aos policiais que apreenderam os 465 000 reais, o operador Dudu limitou-se a dizer que carregar dinheiro em espécie não é crime (Marcia Kalume)

Um passageiro flagrado no portão de embarque de um aeroporto com muito dinheiro vivo em seu poder não chega a ser uma novidade no Brasil. Tampouco causa grande surpresa se o tal passageiro tiver escolhido, como local para acondicionar as notas, suas roupas íntimas. Tudo isso já se viu - e tudo isso se repetiu na manhã do último dia 16 no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília. Nesse dia, uma quinta-feira, a Polícia Federal flagrou dois homens que tentavam embarcar para o Rio de Janeiro com 465 000 reais escondidos em suas meias e cuecas. A dupla foi detida para esclarecimentos e o dinheiro, apreendido.
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Horas depois, um terceiro homem se apresentou à polícia dizendo ser o dono da bolada. Identificou-se como Eduardo Lemos, disse que os homens eram seus funcionários e que a quantia se destinava a comprar um imóvel no Rio. Indagado sobre os motivos de ter recorrido ao método (ainda) pouco usual para transporte de dinheiro, respondeu apenas que carregar valores em espécie não é crime. E ainda esnobou os policiais: para ele, o quase meio milhão de reais apreendidos nem era “tanto dinheiro assim”. Para comprovar o que dizia, fez questão de exibir o relógio de 120 000 reais que carregava no pulso e de informar que havia chegado ao prédio da polícia a bordo de um Porsche.
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O homem declarou ainda não ter nenhuma relação com políticos e disse que o dinheiro que seus empregados carregavam não provinha dos cofres públicos. A realidade é bem diferente, conforme apurou a reportagem de VEJA. Eduardo Lemos, na verdade, é Carlos Eduardo Carneiro Lemos, um operador de mercado conhecido por fazer negócios com fundos de pensão de empresas estatais, e o flagrante em que ele acaba de se envolver é o princípio de um grande escândalo.
Para ler a continuação dessa reportagem compre a edição desta semana de VEJA no IBA, no tablet ou nas bancas


Fonte: Revista Veja desta semana


26 de mai. de 2013

A CARIDADE É O PURO AMOR DE CRISTO





Eu e o Padre Resende, diretor do Instituto Dom Orione, Lago Sul. Tive a grata satisfação de conhecer de perto o trabalho social desenvolvido por ele com pessoas que sofrem de problemas mentais e com crianças carentes, principalmente de São Sebastião e Paranoá. 

Além de um ensino de qualidade,  O Instituto Dom Orione oferece a seus alunos e pacientes lanche e muito amor fraternal.

Todos os funcionários e professores são pessoas qualificadas e quem têm Deus no coração! 

Com esta visita que fiz ao Padre Resende, em dezembro de 2007, aprendi mais uma vez que a caridade é o puro amor de Cristo e que ela nunca falha, quando se tem Deus no coração.   Lira

22 de mai. de 2013

LIRA FOI A SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, SP, PARA CONHECER NOVOS MODELOS DE GESTÃO PÚBLICA QUE POSSAM SER APLICADOS EM SÃO SEBASTIÃO





São Sebastião, cidade satélite de Brasília, irá completar no dia 25 de junho, próximo, 20 anos de fundação e, pelo visto, os investimentos em infraestrutura e saneamento básico não acompanharam o crescimento da população que, a cada dia, está cada vez mais exigente.

Os jovens têm recorrido às redes sociais para reivindicar os seus direitos junto ao poder público no que diz respeito a asfalto, esgoto a céu aberto e segurança. É uma informação a cada click. O governo, por sua vez, tem tido dificuldades em acompanhar as demandas da comunidade por causa da velocidade com que essas informações chegam até ele.  Se de um lado os problemas existem, do outro, deve haver, também, a solução para os mesmos.

Essa tem sido a preocupação constante do líder comunitário Ivonildo Di Lira, que se deslocou de São Sebastião, DF, até a cidade de São José do Rio Preto, SP, com recursos próprios, para conhecer de perto novos modelos de gestão pública que sejam viáveis do ponto de vista político, econômico e social. Segundo ele, a falta de autonomia política e administrativa das cidades satélites faz com que a máquina fique emperrada, dificultando ainda mais a vida da população. "Brasília é uma cidade Estado onde o governador é, também, o grande prefeito, que às vezes não consegue ser nem uma coisa, nem outra, e os administradores regionais, meros colaboradores desse mesmo Estado", diz Lira, com conhecimento de causa.

Ivonildo Di Lira foi o presidente da Comissão Pró Independência que em 1993 lutou para conseguir a criação da Administração Regional de São Sebastião. Ele sabia que, depois de criada a RA, todas as benfeitorias como água potável, esgoto, asfalto e iluminação pública viriam naturalmente para a cidade. Mas ele, certamente, não contava com a burocracia e nem com falta de compromisso por parte de alguns governantes.  

Ao chegar em São José do Rio Preto, Lira, como é mais conhecido, ficou admirado com a limpeza do lugar e com a qualidade de vida da população. As ruas são todas asfaltadas, sem buracos, e com uma sinalização impecável. "Quando será que São Sebastião também vai ficar assim, tão linda e maravilhosa? Se São José do Rio Preto tem, atualmente, cerca de 600 mil habitantes e consegue investir em obras e, São Sebastião, com apenas 90 mil, não consegue, é porque tem alguma coisa errada", questionou, ele, ao fazer comparações entre as duas cidades.

As experiências adquiridas em São José do Rio Preto deu a Ivonildo Di Lira uma visão exata do que é hoje o Distrito Federal e, em especial, do que é São Sebastião que, com certeza, mudou o seu modo de pensar e de ver as coisas sobre a própria cidade. Ele também propõe a elaboração de um projeto que tenha como foco o desenvolvimento da região a partir da realidade atual. Se isso acontecer, diz ele, São Sebastião terá dado um passo adiante em relação às demais cidades satélites do Distrito Federal.

6 de mai. de 2013

Contemplando a vida sem petróleo e gás

Até que ponto nós realmente "precisaremos" de combustíveis fósseis nos próximos anos?

À medida que a energia renovável fica mais barata e que máquinas e edifícios se tornam mais eficientes em termos energéticos, vários países estão reduzindo o uso de combustíveis fósseis. Os EUA, por outro lado, continuam sendo o segundo maior emissor de gases do efeito estufa, atrás da China. 

 Robert Samuel Hanson/The New York Times
 

Em 2011, 13 países obtinham mais de 30% da sua eletricidade de fontes renováveis, segundo a Agência Internacional de Energia. Muitos deles têm metas ainda mais ambiciosas.

Nos EUA, que obtiveram apenas 12,3% da sua eletricidade de fontes renováveis em 2011, um recente relatório do Conselho Nacional de Pesquisa concluiu que até 2030 o petróleo usado em carros e caminhões poderá ser reduzido à metade em comparação aos níveis de 2005, desde que haja melhoras na eficiência dos veículos a gasolina e um uso mais difundido de carros movidos a energias alternativas, como baterias elétricas e biocombustíveis.

Engenheiros da Universidade Stanford, na Califórnia, publicaram em março uma proposta mostrando como o Estado de Nova York poderia facilmente produzir, a partir de 2030, toda a sua eletricidade a partir do vento, do sol e da água. Haveria tanto potencial energético que as fontes renováveis poderiam também abastecer os carros do Estado.

"É absolutamente inverídico que precisemos de gás natural, carvão ou petróleo -achamos que isso é um mito", disse Mark Jacobson, professor de engenharia civil e ambiental e principal autor do estudo.
"Do ponto de vista técnico e econômico, você poderia abastecer os EUA com energias renováveis. Os maiores obstáculos são sociais e políticos -o que é necessário é a vontade de fazer isso."
Dos países que mais usam a eletricidade renovável, alguns, como a Noruega, dependem daquela velha energia renovável, a hidrelétrica. Mas outros, como Dinamarca, Portugal e Alemanha, já criaram incentivos financeiros para promover tecnologias mais novas, como a solar e a eólica.
O Canadá produziu, em 2011, 63,4% da sua eletricidade de fontes renováveis -em grande parte a hidrelétrica, mas também um pouco da eólica.

Mas Fatih Birol, economista-chefe da Agência Internacional de Energia, disse que, embora reduzir o uso de combustíveis fósseis seja crucial para conter a elevação das temperaturas globais, melhorar a eficiência energética de lares, veículos e indústrias seria uma estratégia mais fácil em curto prazo.
Ele alertou que uma expansão rápida da energia renovável pode ser complicada e custosa. Seu uso em grandes quantidades geralmente exige modificações nas redes elétricas nacionais. Além disso, a energia renovável ainda é, em geral, mais cara que os combustíveis fósseis.

Aliás, muitos países europeus que se destacam na adoção de energias renováveis têm poucos combustíveis fósseis de produção própria, então seus custos elétricos já eram elevados. Outros possuem fortes movimentos ambientalistas que tornaram politicamente aceitável a elevação de custos.

Mas Birol previu que o preço da energia eólica vai continuar caindo, ao passo que o preço do gás natural deve subir nos próximos anos. Ele observou, também, que os países podem com frequência obter 25% da sua eletricidade de fontes renováveis sem fazer grandes modificações nas suas redes.

Quando digo a colegas que Portugal atualmente obtém 40% da sua eletricidade de fontes renováveis, a resposta padrão é: "Venta muito em Portugal". Mas em muitos lugares nos EUA e em outros países também venta.

Quando voltei de Kristianstad, na Suécia, e falei deslumbrada sobre como essa cidade usa os resíduos de fazendas, florestas e fábricas alimentícias para produzir o biogás responsável por 100% da sua calefação, a reação foi também de incredulidade.

Mas eu me atreveria a dizer que um plano similar funcionaria bem em Milwaukee (no Wisconsin) ou Burlington (em Vermont), cidades que também ancoram áreas rurais.

Mas até a Europa está tendo um pouco de dificuldades com suas ambições renováveis. A Alemanha, que obteve 20,7% da sua eletricidade de fontes renováveis em 2011, está reavaliando os incentivos que oferece com vistas a alcançar 35% até 2020, devido a preocupações com o encarecimento da energia numa época de incerteza econômica. O país tem tido problemas para aumentar sua capacidade de transmissão e dar conta de levar a energia eólica gerada no tempestuoso norte para o industrial sul.

Birol disse que o gás natural e a energia renovável podem acabar formando "um belo casal". Mas em que proporção? Se, dentro de 20 anos, os carros forem 50% mais eficientes e grande parte da nossa eletricidade for eólica e solar, deveríamos ser mais comedidos em fazer investimentos em combustíveis fósseis?

Vale a pena ponderar até que ponto realmente "precisamos" de combustíveis fósseis. 

Fonte: Folha

Nasa captura imagem de tempestade solar



 Nasa capturou images de erupção solar de média intensidade que aconteceu na semana passada


A Nasa capturou imagens de erupções solares em uma tempestade de média intensidade que aconteceu en nosso astro na semana passada.

O fenômeno não causou danos na Terra, mas ciclo de 11 anos de atividade do Sol caminha para seu período mais intenso no fim de 2013, e esse tipo de fenômeno tende a ficar cada vez mais intenso até lá.

TRANSTORNOS

A atmosfera da Terra acaba "filtrando" boa parte da radiação mais perigosa aos humanos. O problema, no entanto, são os possíveis transtornos indiretos.

As tempestades solares podem interferir no funcionamento de satélites importantes, como os de GPS e de comunicação.

Em 1989, uma tempestade solar causou a queda na rede elétrica no Canadá.

A consequência mais comum, porém, é a intensificação dos fenômenos luminosos conhecidos como auroras austrais e boreais, que ficam visíveis mais longe dos polos.

Fonte: Folha

25 de abr. de 2013

OS BAIRROS CRIXÁ E NACIONAL ATÉ QUE EM FIM VÃO SAIR DO PAPEL


Apesar da descrença de muitas pessoas, os bairros Crixá e Nacional vão ser finalmente liberados. O tempo provou que eu estava certo. A saga dos inquilinos de São Sebastião já dura 15 anos mas, mesmo assim, terá valido apena termos esperado. Teremos dois bairros devidamente planejados voltados para famílias de baixa renda.

A Sedhab e a Codhab lançaram ontem dois avisos de chamamento, no Diário Oficial do DF, para empresas do ramo da construção civil interessadas em participar da construção de cerca de sete mil novas unidades habitacionais pelo Programa Morar Bem.

Essas novas unidades serão construídas na região do Crixá (2.960) e Bairro Nacional (3.872), em São Sebastião e serão destinadas para as famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil. Pelos editais, as empresas vencedoras serão responsáveis pela infraestrutura e equipamentos públicos.

As empresas interessadas poderão obter os editais no site www.codhab.df.gov.br, ícone “Programas Habitacionais”, link “Edital de Chamamento de Empresas”, ou na sede da Codhab, no SCS, Quadra 6, Bloco A, nº 50, 5º andar, Ed. Sofia.

Dentro de alguns dias haverá uma reunião do Movimento dos Inquilinos de São Sebastião (MISS), provavelmente com a presença do Secretário de Habitação, Geraldp Megela e  de seu ajunto, Rafael Oliveira, para tratar do assunto.



11 de fev. de 2013

Complexo Vivencial e Esportivo de São Sebastião


LEI Nº 1.685, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997
(Autoria do Projeto: Deputado José Edmar)
Cria o Complexo Vivencial e Esportivo da cidade São Sebastião, Região Administrativa XIV.
Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, o Governador do Distrito Federal, nos termos do § 3º do art. 74 da Lei Orgânica do Distrito Federal, sancionou, e eu, Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, na forma do § 6º do mesmo artigo, promulgo a seguinte Lei:
Art. 1º Fica criado o Complexo Vivencial e Esportivo da Região Administrativa de São Sebastião – RA XIV.
Art. 2º O Poder Executivo definirá área para a implantação do complexo vivencial e esportivo a que se refere esta Lei, dentro da poligonal que se inicia na via de acesso à localidade de São Sebastião, passa pela Avenida Comercial, abrangendo a linear da Rua 1 até a Rua 17, segue para o assentamento e, na altura das Quadras 103 e 104, retorna à via de acesso inicial.
Art. 3º O Complexo Vivencial e Esportivo de São Sebastião tem por finalidade propiciar condições para o desenvolvimento de atividades culturais, esportivas e de lazer.
Art. 4º O Poder Executivo poderá, mediante licitação, firmar contratos com a iniciativa privada para a exploração de serviços de recreação e lazer necessários à consecução do disposto no artigo anterior.
Parágrafo único. Os recursos decorrentes do previsto no caput deverão ser revertidos para atividades de conservação e melhoria do Complexo Vivencial e Esportivo de São Sebastião.
Art. 5º As despesas decorrentes da implementação desta Lei correrão por conta de recursos do orçamento do Distrito Federal.
Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 7º Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 23 de setembro de 1997
DEPUTADA LUCIA CARVALHO
Presidente
Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, de 7/10/1997.

5 de jan. de 2013

Leitores da Folha de São Paulo elegem combate à corrupção como desafio do Brasil para 2013


Esta semana o Painel do Leitor abriu a enquete para saber dos leitores, qual seria o maior desafio do Brasil no ano de 2013. No total, foram 562 votos.

A resposta mais selecionada pelos leitores foi "Combater a corrupção", com 219 votos, cerca de 39%.

Com 192 votos (34%), o tema "Crescimento do PIB" foi o segundo mais votado.
Ambas as escolhas receberam expressivas votações, e demonstraram a preocupação do leitor com os rumos da política e da economia do país.

Já os temas "Aumentar a transparência do governo", "Realizar a Copa das Confederações" e "Melhorar a Segurança Pública", receberam poucos votos, e juntos, somaram apenas 28% do total das escolhas dos leitores.

Se o ano de 2012 terminou promissor para o leitor em relação à política --devido ao julgamento do mensalão-- a economia ganhou a atenção por causa da divulgação do PIB de 2012.


Presidente Dilma Rousseff, que pediu "pibão grandão" para 2013


Segundo o Banco Central, a economia brasileira cresceu apenas 1% em 2012.

O fato trouxe inúmeras críticas à política econômica da presidente Dilma Rousseff, que respondeu : "Quero pibão grandão em 2013".

MENSALÃO

A enquete da semana passada teve um resultado avassalador, e comprovou a importância do ano de 2012 para os leitores em relação a justiça e a política: com 58%, ojulgamento do mensalão foi eleito o acontecimento mais importante do ano.
O resultado da enquete desta semana atesta a preocupação do leitor com o combate à corrupção.

Pode-se concluir que as enquetes demonstram que o ano de 2013 poderá ter muita importância para o futuro das eleições presidenciais de 2014, e para o futuro da política nacional.

O presidente do STF e relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, ganhou destaque em 2012

1 de jan. de 2013

Raça e genes x Cotas Raciais



Por: Hélio Schwartsman

O caderno sobre cotas que a Folha publicou no domingo mostrou, com exemplos de carne e osso, que aquilo que vemos como características raciais não corresponde necessariamente à biologia. A análise de DNA encomendada pelo jornal revelou que a estudante que se declarou negra tinha menos genes de origem africana do que a que se definiu como "muito branca".

A razão para a confusão é que o Brasil é um país miscigenado e a cor da pele, que tomamos como principal indicador de raça, é definida por um conjunto de cinco a dez genes que operam pelo modelo de interação. Se um branco tem um filho com uma negra, é provável que a criança exiba um cor intermediária. Mas, quando os pais são ambos mestiços, o filho pode herdar múltiplas combinações desses genes, ampliando o leque de colorações possíveis.

A questão central é se é lícito ou não falar em raças humanas. E aqui o debate é acirrado. De um lado, há cientistas, encabeçados pelo biólogo Richard Lewontin, que sustentam que raças são meras construções sociais, fruto da imaginação de nossas mentes essencialistas sem significado biológico ou taxonômico.

Do outro lado, estão autores como Anthony Edwards e Richard Dawkins, para os quais as categorias raciais têm algum valor informativo, já que existe correlação entre a frequência dos diferentes alelos de um gene numa população e a sua distribuição geográfica. Em outras palavras, as pessoas se parecem com seus pais e tendem a herdar várias de suas características. É útil para um médico saber se o paciente é negro na hora de diagnosticar uma possível anemia falciforme ou outra doença de maior prevalência nesse grupo.

A polêmica está longe de resolvida, mas, mesmo que a ciência venha a reconhecer a validade do conceito de raça, isso de modo algum legitimaria qualquer forma de discriminação. O argumento contra o racismo é moral, e não biológico.