6 de mai. de 2013

Contemplando a vida sem petróleo e gás

Até que ponto nós realmente "precisaremos" de combustíveis fósseis nos próximos anos?

À medida que a energia renovável fica mais barata e que máquinas e edifícios se tornam mais eficientes em termos energéticos, vários países estão reduzindo o uso de combustíveis fósseis. Os EUA, por outro lado, continuam sendo o segundo maior emissor de gases do efeito estufa, atrás da China. 

 Robert Samuel Hanson/The New York Times
 

Em 2011, 13 países obtinham mais de 30% da sua eletricidade de fontes renováveis, segundo a Agência Internacional de Energia. Muitos deles têm metas ainda mais ambiciosas.

Nos EUA, que obtiveram apenas 12,3% da sua eletricidade de fontes renováveis em 2011, um recente relatório do Conselho Nacional de Pesquisa concluiu que até 2030 o petróleo usado em carros e caminhões poderá ser reduzido à metade em comparação aos níveis de 2005, desde que haja melhoras na eficiência dos veículos a gasolina e um uso mais difundido de carros movidos a energias alternativas, como baterias elétricas e biocombustíveis.

Engenheiros da Universidade Stanford, na Califórnia, publicaram em março uma proposta mostrando como o Estado de Nova York poderia facilmente produzir, a partir de 2030, toda a sua eletricidade a partir do vento, do sol e da água. Haveria tanto potencial energético que as fontes renováveis poderiam também abastecer os carros do Estado.

"É absolutamente inverídico que precisemos de gás natural, carvão ou petróleo -achamos que isso é um mito", disse Mark Jacobson, professor de engenharia civil e ambiental e principal autor do estudo.
"Do ponto de vista técnico e econômico, você poderia abastecer os EUA com energias renováveis. Os maiores obstáculos são sociais e políticos -o que é necessário é a vontade de fazer isso."
Dos países que mais usam a eletricidade renovável, alguns, como a Noruega, dependem daquela velha energia renovável, a hidrelétrica. Mas outros, como Dinamarca, Portugal e Alemanha, já criaram incentivos financeiros para promover tecnologias mais novas, como a solar e a eólica.
O Canadá produziu, em 2011, 63,4% da sua eletricidade de fontes renováveis -em grande parte a hidrelétrica, mas também um pouco da eólica.

Mas Fatih Birol, economista-chefe da Agência Internacional de Energia, disse que, embora reduzir o uso de combustíveis fósseis seja crucial para conter a elevação das temperaturas globais, melhorar a eficiência energética de lares, veículos e indústrias seria uma estratégia mais fácil em curto prazo.
Ele alertou que uma expansão rápida da energia renovável pode ser complicada e custosa. Seu uso em grandes quantidades geralmente exige modificações nas redes elétricas nacionais. Além disso, a energia renovável ainda é, em geral, mais cara que os combustíveis fósseis.

Aliás, muitos países europeus que se destacam na adoção de energias renováveis têm poucos combustíveis fósseis de produção própria, então seus custos elétricos já eram elevados. Outros possuem fortes movimentos ambientalistas que tornaram politicamente aceitável a elevação de custos.

Mas Birol previu que o preço da energia eólica vai continuar caindo, ao passo que o preço do gás natural deve subir nos próximos anos. Ele observou, também, que os países podem com frequência obter 25% da sua eletricidade de fontes renováveis sem fazer grandes modificações nas suas redes.

Quando digo a colegas que Portugal atualmente obtém 40% da sua eletricidade de fontes renováveis, a resposta padrão é: "Venta muito em Portugal". Mas em muitos lugares nos EUA e em outros países também venta.

Quando voltei de Kristianstad, na Suécia, e falei deslumbrada sobre como essa cidade usa os resíduos de fazendas, florestas e fábricas alimentícias para produzir o biogás responsável por 100% da sua calefação, a reação foi também de incredulidade.

Mas eu me atreveria a dizer que um plano similar funcionaria bem em Milwaukee (no Wisconsin) ou Burlington (em Vermont), cidades que também ancoram áreas rurais.

Mas até a Europa está tendo um pouco de dificuldades com suas ambições renováveis. A Alemanha, que obteve 20,7% da sua eletricidade de fontes renováveis em 2011, está reavaliando os incentivos que oferece com vistas a alcançar 35% até 2020, devido a preocupações com o encarecimento da energia numa época de incerteza econômica. O país tem tido problemas para aumentar sua capacidade de transmissão e dar conta de levar a energia eólica gerada no tempestuoso norte para o industrial sul.

Birol disse que o gás natural e a energia renovável podem acabar formando "um belo casal". Mas em que proporção? Se, dentro de 20 anos, os carros forem 50% mais eficientes e grande parte da nossa eletricidade for eólica e solar, deveríamos ser mais comedidos em fazer investimentos em combustíveis fósseis?

Vale a pena ponderar até que ponto realmente "precisamos" de combustíveis fósseis. 

Fonte: Folha

Nasa captura imagem de tempestade solar



 Nasa capturou images de erupção solar de média intensidade que aconteceu na semana passada


A Nasa capturou imagens de erupções solares em uma tempestade de média intensidade que aconteceu en nosso astro na semana passada.

O fenômeno não causou danos na Terra, mas ciclo de 11 anos de atividade do Sol caminha para seu período mais intenso no fim de 2013, e esse tipo de fenômeno tende a ficar cada vez mais intenso até lá.

TRANSTORNOS

A atmosfera da Terra acaba "filtrando" boa parte da radiação mais perigosa aos humanos. O problema, no entanto, são os possíveis transtornos indiretos.

As tempestades solares podem interferir no funcionamento de satélites importantes, como os de GPS e de comunicação.

Em 1989, uma tempestade solar causou a queda na rede elétrica no Canadá.

A consequência mais comum, porém, é a intensificação dos fenômenos luminosos conhecidos como auroras austrais e boreais, que ficam visíveis mais longe dos polos.

Fonte: Folha

25 de abr. de 2013

OS BAIRROS CRIXÁ E NACIONAL ATÉ QUE EM FIM VÃO SAIR DO PAPEL


Apesar da descrença de muitas pessoas, os bairros Crixá e Nacional vão ser finalmente liberados. O tempo provou que eu estava certo. A saga dos inquilinos de São Sebastião já dura 15 anos mas, mesmo assim, terá valido apena termos esperado. Teremos dois bairros devidamente planejados voltados para famílias de baixa renda.

A Sedhab e a Codhab lançaram ontem dois avisos de chamamento, no Diário Oficial do DF, para empresas do ramo da construção civil interessadas em participar da construção de cerca de sete mil novas unidades habitacionais pelo Programa Morar Bem.

Essas novas unidades serão construídas na região do Crixá (2.960) e Bairro Nacional (3.872), em São Sebastião e serão destinadas para as famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil. Pelos editais, as empresas vencedoras serão responsáveis pela infraestrutura e equipamentos públicos.

As empresas interessadas poderão obter os editais no site www.codhab.df.gov.br, ícone “Programas Habitacionais”, link “Edital de Chamamento de Empresas”, ou na sede da Codhab, no SCS, Quadra 6, Bloco A, nº 50, 5º andar, Ed. Sofia.

Dentro de alguns dias haverá uma reunião do Movimento dos Inquilinos de São Sebastião (MISS), provavelmente com a presença do Secretário de Habitação, Geraldp Megela e  de seu ajunto, Rafael Oliveira, para tratar do assunto.



11 de fev. de 2013

Complexo Vivencial e Esportivo de São Sebastião


LEI Nº 1.685, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997
(Autoria do Projeto: Deputado José Edmar)
Cria o Complexo Vivencial e Esportivo da cidade São Sebastião, Região Administrativa XIV.
Faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, o Governador do Distrito Federal, nos termos do § 3º do art. 74 da Lei Orgânica do Distrito Federal, sancionou, e eu, Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, na forma do § 6º do mesmo artigo, promulgo a seguinte Lei:
Art. 1º Fica criado o Complexo Vivencial e Esportivo da Região Administrativa de São Sebastião – RA XIV.
Art. 2º O Poder Executivo definirá área para a implantação do complexo vivencial e esportivo a que se refere esta Lei, dentro da poligonal que se inicia na via de acesso à localidade de São Sebastião, passa pela Avenida Comercial, abrangendo a linear da Rua 1 até a Rua 17, segue para o assentamento e, na altura das Quadras 103 e 104, retorna à via de acesso inicial.
Art. 3º O Complexo Vivencial e Esportivo de São Sebastião tem por finalidade propiciar condições para o desenvolvimento de atividades culturais, esportivas e de lazer.
Art. 4º O Poder Executivo poderá, mediante licitação, firmar contratos com a iniciativa privada para a exploração de serviços de recreação e lazer necessários à consecução do disposto no artigo anterior.
Parágrafo único. Os recursos decorrentes do previsto no caput deverão ser revertidos para atividades de conservação e melhoria do Complexo Vivencial e Esportivo de São Sebastião.
Art. 5º As despesas decorrentes da implementação desta Lei correrão por conta de recursos do orçamento do Distrito Federal.
Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 7º Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 23 de setembro de 1997
DEPUTADA LUCIA CARVALHO
Presidente
Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, de 7/10/1997.

5 de jan. de 2013

Leitores da Folha de São Paulo elegem combate à corrupção como desafio do Brasil para 2013


Esta semana o Painel do Leitor abriu a enquete para saber dos leitores, qual seria o maior desafio do Brasil no ano de 2013. No total, foram 562 votos.

A resposta mais selecionada pelos leitores foi "Combater a corrupção", com 219 votos, cerca de 39%.

Com 192 votos (34%), o tema "Crescimento do PIB" foi o segundo mais votado.
Ambas as escolhas receberam expressivas votações, e demonstraram a preocupação do leitor com os rumos da política e da economia do país.

Já os temas "Aumentar a transparência do governo", "Realizar a Copa das Confederações" e "Melhorar a Segurança Pública", receberam poucos votos, e juntos, somaram apenas 28% do total das escolhas dos leitores.

Se o ano de 2012 terminou promissor para o leitor em relação à política --devido ao julgamento do mensalão-- a economia ganhou a atenção por causa da divulgação do PIB de 2012.


Presidente Dilma Rousseff, que pediu "pibão grandão" para 2013


Segundo o Banco Central, a economia brasileira cresceu apenas 1% em 2012.

O fato trouxe inúmeras críticas à política econômica da presidente Dilma Rousseff, que respondeu : "Quero pibão grandão em 2013".

MENSALÃO

A enquete da semana passada teve um resultado avassalador, e comprovou a importância do ano de 2012 para os leitores em relação a justiça e a política: com 58%, ojulgamento do mensalão foi eleito o acontecimento mais importante do ano.
O resultado da enquete desta semana atesta a preocupação do leitor com o combate à corrupção.

Pode-se concluir que as enquetes demonstram que o ano de 2013 poderá ter muita importância para o futuro das eleições presidenciais de 2014, e para o futuro da política nacional.

O presidente do STF e relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, ganhou destaque em 2012

1 de jan. de 2013

Raça e genes x Cotas Raciais



Por: Hélio Schwartsman

O caderno sobre cotas que a Folha publicou no domingo mostrou, com exemplos de carne e osso, que aquilo que vemos como características raciais não corresponde necessariamente à biologia. A análise de DNA encomendada pelo jornal revelou que a estudante que se declarou negra tinha menos genes de origem africana do que a que se definiu como "muito branca".

A razão para a confusão é que o Brasil é um país miscigenado e a cor da pele, que tomamos como principal indicador de raça, é definida por um conjunto de cinco a dez genes que operam pelo modelo de interação. Se um branco tem um filho com uma negra, é provável que a criança exiba um cor intermediária. Mas, quando os pais são ambos mestiços, o filho pode herdar múltiplas combinações desses genes, ampliando o leque de colorações possíveis.

A questão central é se é lícito ou não falar em raças humanas. E aqui o debate é acirrado. De um lado, há cientistas, encabeçados pelo biólogo Richard Lewontin, que sustentam que raças são meras construções sociais, fruto da imaginação de nossas mentes essencialistas sem significado biológico ou taxonômico.

Do outro lado, estão autores como Anthony Edwards e Richard Dawkins, para os quais as categorias raciais têm algum valor informativo, já que existe correlação entre a frequência dos diferentes alelos de um gene numa população e a sua distribuição geográfica. Em outras palavras, as pessoas se parecem com seus pais e tendem a herdar várias de suas características. É útil para um médico saber se o paciente é negro na hora de diagnosticar uma possível anemia falciforme ou outra doença de maior prevalência nesse grupo.

A polêmica está longe de resolvida, mas, mesmo que a ciência venha a reconhecer a validade do conceito de raça, isso de modo algum legitimaria qualquer forma de discriminação. O argumento contra o racismo é moral, e não biológico. 

14 de dez. de 2012

Debate sobre Fundo de Apoio à Cultura será realizado no primeiro trimestre de 2013


 
A Secretaria de Cultura do Distrito Federal alterou a data da 2ª Etapa da Consulta Pública "O FAC que Queremos". O debate sobre o novo decreto do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), que seria realizado neste sábado (15), está previsto para o primeiro trimestre de 2013. O objetivo é elaborar um novo decreto de forma mais democrática, tomando como base a opinião da população, para formalizar o Plano de Cultura e o Sistema de Cultura do DF.

"Não queríamos fazer uma lei de gabinete. Como precisávamos atualizar o FAC, resolvemos convocar a participação da população", afirmou o coordenador de Participação Popular da Secretaria de Cultura do DF, Nelson Giles.

A mudança da data ocorreu com o objetivo de qualificar a discussão e possibilitar à sociedade acesso prévio à primeira proposta de texto para o decreto. Como preparação, foi realizado um encontro inicial no dia 24 de novembro deste ano, no qual foram colhidas diversas sugestões. Além disso, outras contribuições foram encaminhadas pela sociedade civil por meio do site da Consulta Pública, da Secretaria de Cultura, www.consultapublicacultura.df.gov.br, que continua aberto para novas contribuições.

Todas as sugestões estão sendo reunidas e serão consideradas na elaboração da primeira proposta de texto para o novo decreto. A primeira versão será divulgada com as sugestões em destaque para análise geral. Um encontro presencial para debate ainda será marcado.

"Estamos trabalhando sobre a sistematização das sugestões, para levar ao debate uma minuta de decreto viável ao diálogo. Não tivemos tempo hábil para que todas as sugestões fossem postas no documento, por isso resolvemos adiar a consulta popular", concluiu Nelson Giles.
 
Fonte: Agência Brasília

5 de out. de 2012

Tire suas principais dúvidas sobre votos brancos e nulos nesta reta final nas eleições



Fonte: O Globo

RIO - Em época de eleição, correntes de e-mail sobre sorte, saúde ou novos golpes acabam dando lugar a mensagens que pregam o voto em branco ou nulo nas urnas. Se, em vez de tirar dúvidas, essas mensagens serviram apenas para lotar sua caixa de entrada, confira a seguir as explicações do advogado Sílvio Salata, presidente da Comissão de Estudos Eleitorais e Valorização do Voto da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), e do cientista político Lúcio Rennó, da Universidade de Brasília (UnB) .

1 - Votos brancos ou nulos são contabilizados na eleição?

Não. Votos brancos e nulos não entram na contagem oficial. Tanto nas eleições majoritárias como nas proporcionais são apenas considerados os votos válidos na apuração, ou seja, são excluídos brancos e nulos. Por isso, o voto nulo ou branco, no âmbito da votação, não tem qualquer valor.

2 - O voto em branco e o nulo são a mesma coisa?

Em parte. Para votar em branco, o eleitor precisa apertar a tecla "branco" na urna eletrônica. Para votar nulo, é preciso digitar de forma errada o número do candidato e confirmar a escolha. No entanto, como ambos não são contabilizados, acabam tendo o mesmo valor na votação.

3 - É possível que uma eleição seja anulada se mais de 50% dos votos forem nulos?

Não. Votos nulos não entram na totalização e, por isso, qualquer que seja a quantidade destes votos não haverá impacto no resultado da eleição.

4 - Qual a diferença entre voto nulo e voto anulado?

O voto anulado corresponde aos votos dados a um candidato que, depois da eleição, foi declarado inelegível. Se os votos deste candidato corresponderem a mais de 50% dos votos válidos, é preciso convocar uma nova eleição. Nestes casos, a Justiça tem entendido que o candidato que deu origem ao novo pleito não pode participar da eleição. Todos os outros postulantes podem se candidatar novamente.

5 - O voto em branco vai para o candidato que está na frente?

Não. Votos brancos não entram na totalização, só são válidos os votos em candidatos e legendas. Votar em branco ou nulo, porém, pode ajudar o candidato que está na frente, pois são necessários menos votos para se eleger.

6 - O voto nulo ou em branco é democrático?

Em parte. Para alguns especialistas, estes votos, por serem excluídos na totalização, contrariam o preceito constitucional de que o poder emana do povo. Já outros acreditam que abstenção é uma escolha democraticamente válida, que pode representar um sinal de protesto ou indecisão quanto ao processo eleitoral.

Invenção brasileira ajuda população de favela no Quênia


 

O queniano Matayo Magalasi estava desempregado, procurando emprego na internet, quando descobriu Alfredo Moser, um mecânico brasileiro que inventou uma lâmpada fabricada com garrafa pet e que não usa eletricidade.

Cheias de águas, as garrafas que refletem a luz do sol têm a potência equivalente a uma lâmpada de 50 watts.

Matayo, sem dinheiro, resolveu começar a produzi-las com material que achava no lixo. "Eu tinha de achar algo para ajudar a minha comunidade".

Hoje, ele prepara as lâmpadas de garrafas na sede da ONG Koch Hope e as instala de graça, para iluminar escolas e casas em Nairobi.

1 de out. de 2012

A CIDADE QUE TEMOS E A CIDADE QUE QUEREMOS. COMO VOCÊ VER SÃO SEBASTIÃO DAQUI A VINTE ANOS? FECHE OS OLHOS, POR UM INSTANTE, E SE IMAGINE NO FUTURO!



São Sebastião precisa de um norte, de uma forte mensagem de esperança, de um foco de união. São Sebastião precisa de uma alternativa, uma alternativa que zele pelos interesses dos moradores, uma alternativa Real. Porque chega de palavras jogadas ao vento, sem nenhuma ação prática! Em outubro de 1989 lancei o PROADESS - PROGRAMA DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DE SÃO SEBASTIÃO que tinha como meta traçar o desenvolvimento da nossa cidade para os próximos vinte anos.  De lá para cá já se passaram vinte e oito anos e muito do que foi previsto neste Programa, aconteceu.  Cito, por exemplo, a criação da Administração de São Sebastião (RA-XIV), a Vila Olímpica, 30ª Delegacia de Polícia, dentre outras obras, igualmente importantes.

A cidade cresceu e, junto com ela, os problemas de ordem social, econômica e cultural. Cobrar soluções das autoridades, apenas, sem a participação efetiva da sociedade, também não é aconselhável, porque a história tem provado que não funciona. O cidadão de bem elege os seus representantes com a esperança deles trabalharem a favor do povo. Depois de eleitos a maioria some, se metem em coisas erradas, voltando a aparecer, novamente, depois de quatro anos, para novamente lhes pedir o voto! Enquanto isso a população sofre com a falta de segurança, emprego, saúde e transporte público de qualidade.

Partindo do princípio de que não se pode criticar por criticar, sem antes apresentar uma alternativa ao modelo atual de gestão, estou reativando o PROADESS para que, juntos, possamos traçar o futuro de São Sebastião para os próximos vinte anos. Para isso, conto com a colaboração da população, independentemente de partido político, religião, cor ou classe social. Todos que puderem colaborar com alguma ideia ou sugestão serão todos bem vindos! Pense no que ainda falta à nossa cidade. As suas sugestões poderão ser encaminhas através do meu blog, www.liranoticias.blogspot.com ou através de urnas colocadas estrategicamente em lugares de fácil acesso dos moradores como padarias, supermercados e farmácias.

Em breve será realizado um seminário com o tema acima para tratar de assuntos como segurança, educação, economia, lazer, cultura, esportes, moradia, dentre outros, que contará com a participação de autoridades, economistas, advogados, urbanistas, ambientalistas, etc... e, claro, com a presença da própria população. Ao final, será lançada uma cartilha com as principais propostas voltadas para o desenvolvimento da cidade de São Sebastião e que servirá de base tanto para os políticos quanto para empreendedores. Um projeto que deu certo no passado poderá, muito bem, dar certo no presente, para que possamos nos programar para o futuro!
Ivonildo Di Lira
ICB Brasília